segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Inauguração do 68º G. E. Imembuí

       Dia 20 de dezembro de 2009 as 21h00, domingo, data inaugural do 68º G. E. Imembuí , data com enorme peso sentimental para seu presidente fundador, Ubirajara Fernandes e para os meninos da comunidade que a tanto tempo esperavam por este momento.
      A preparação para a cerimônia começou três semanas antes, com a confecção dos lenços, e a apresentação do projeto para a bandeira do Grupo.
      No sábado já cheio de emoção por parte de todos começamos a montar o local da cerimônia, dentre os muitos adornos que preparamos, não poderia faltar um; a imagem do fundador e eterno escoteiro chefe mundial Lord Baden-Powell.
      A primeira coisa que fizemos foi providenciar taquara e madeira para as pionerias que havíamos projetado. Apesar do sol escaldante, intenso calor e muito suor, o cansaço não abalou a vibração dos jovens.
      Muita alegria, tenacidade e espírito de equipe, foram os fatores marcantes desta preparação.
       O mastro, a mesa e a fogueira foram surgindo, enfim as coisas estavam acontecendo, o sonho deixava de o ser para finalmente se realizar.

       No domingo começamos cedo, pois faltava muito ainda a fazer, todos sabem que os detalhes fazem a diferença.
       Foi oferecido um gostoso almoço feito pela tia Raquel, tio Nene e professora Maria Helena, em oração pedimos paz e sucesso nas horas que viriam.


A noite foi caindo e os convidados foram chegando aos poucos, o local ficou muito bonito, iluminado com as tochas que havíamos feito. O capricho e o esmero envolvido se fizeram a mostra.
      A ferradura composta por representantes dos grupos escoteiros do 22º G. E. Henrique Dias e 47º G. E. Tupanciguara nosso padrinho de fundação.
      Contou ainda com a presença do Comissário Distrital do 4º Distrito Escoteiro Carlos Gaida, a Diretora eleita do CAIC Maria Helena, a presidente da Associação Comunitária, colaboradores, pais e parentes dos integrantes do G.E. Imembuí e demais homenageados.
       A cerimônia foi presidida pelo Comissário Distrital, teve inicio com o acendimento do fogo e em seguida com o hasteamento das bandeiras nacional, Rio Grande do sul, do 47º G. E. Tupanciguara e pela primeira vez do 68º G. E. Imembuí.

     Após o hasteamento das bandeiras, foi feito uma oração pelo chefe do clã pioneiro do G.E Henrique Dias; em seguida o Chefe Gaida passou o comando ao Chefe da Tropa Escoteira da Tupanciguara Chefe Cristiano para que desse início ao cerimonial de promessa dos novos integrantes do G. E. Imembuí.


       O chefe Cristiano foi quem renovou a promessa do agora Chefe Milton, fato este marcante por ter sido seu pai Chefe Dilceu, quem havia feito a promessa do na época escoteiro Milton no G.E Tupanciguara em 1988.
       Então juntos, Chefe Cristiano e Chefe Milton realizaram a promessa dos novos escoteiros do G.E Imembuí, naquele momento foi pedido que os familiares presentes realizassem as entregas dos lenços aos meninos e meninas.
        Por ultimo ficaram a Chefe Marta e o Chefe Bira, final este cercado pela explosão e emoção externada pelo desabafo do Chefe Bira, uma história de muita luta construída ao longo da trajetória de 3 anos de incertezas que antecederam aquele momento tão esperado.
        Deu-se início ao fogo de conselho com brincadeiras e peças de teatro apresentadas pelas patrulhas , pelos chefes e também pelo Comissário Distrital.
        Mas como tudo tem inicio e fim, o fogo também; mas deu tempo ainda antes que ele se extinguisse de fazer algumas homenagens aos muitos que colaboraram ao longo da trajetória do grupo, foram muitos, mas a fizemos a todos os que estavam presentes.

       Encerramos a cerimônia com a canção de despedida onde todos, escoteiros, pais, amigos e representantes da comunidade de mãos entrelaçadas receberam o aperto de mão da fraternidade escoteira que ali se fez representada.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Como surgiu "a ideia de fundar o Grupo Escoteiro"

“UM SONHO QUE SE TORNOU REALIDADE”

     Quando tive a idéia de criar o grupo, já vinha trabalhando com o mesmo à 5 anos, sem nunca desistir de fundá-lo apesar das dificuldades, pois até então, o grupo não existia legalmente, ou seja, não estávamos inscritos na UEB.

      Sentia a necessidade de continuar a luta para preparar os jovens da comunidade da Vila Lorensi para um futuro melhor, mas não estava sendo fácil fundar o grupo.

      Juntamente com alguns pais resolvemos nos unir para criar o grupo de Escoteiros Imembuí com sua sede na escola CAIC onde trabalhava como vigilante, e os alunos carinhosamente me chamavam de “Tio Bira”.

      Minha vontade de criar o grupo se deve pelo fato de já ter sido escoteiro o qual aprendi a ser prático e não ter medo de enfrentar as dificuldades da vida. Tudo que eu aprendi estou colocando em prática no grupo, mas até um tempo atrás não éramos inscritos legalmente na UEB.

     Tudo começou quando avistei um grupo de Escoteiros na Praça Saldanha Marinho, onde estavam cuidando da Bandeira Nacional, lembro-me que era a semana da Pátria. Conversei com uma senhora na ocasião e ela forneceu o telefone do chefe distrital.

     Alguns dias depois liguei para ele e marcamos a palestra onde foi falado sobre como organizar um grupo de escoteiros e como formar a diretoria.

     Conseguimos lista da documentação necessária para a fundação do grupo e foi feita uma votação para decidirmos o nome do mesmo e também a criação das patrulhas. A chefe Marta, uma voluntária exemplar vêm chefiando nossos Lobinhos.

     Convidamos o Conselheiro Distrital Sr. Carlos Gaida para nos orientar, e o chefe Milton que praticou do escotismo quando jovem no Grupo Tupanciguara até ser Senior, jovem este incansável em buscar procedimentos para a inscrição do Grupo de Escoteiros Imembuí, ao qual seu filho Leonardo também faz parte.

     Tanto foram os esforços e a determinação que finalmente fui informado pelo chefe Milton que com orgulho agora já tínhamos o nº do Grupo de Escoteiros Imembuí: “68º”.

     Agradeço à Diretoria do Grupo pelo desempenho, aos pais que acreditaram em nós, e agradecer especialmente ao chefe Milton e à chefe Marta pela busca incansável deste sonho.

      Agradeço também ao Comissário Distrital Carlos Gaida pelo interesse de unir esforços na criaçao do grupo.

     Para encerrar esta história convido à todos que tem o escotismo no coração e àqueles que gostariam de ter, à vir nos visitar.


Contamos com sua parceria nessa causa.
SEMPRE ALERTA À TODOS!

Um abraço do Chefe Bira!
Diretor Presidente do 68º Grupo Escoteiro Imembuí

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Lenço

       A história do lenço do Grupo Escoteiro Imembui começa em 1988 quando meu pai Antonio Dirceu, por meio de um colega de trabalho, o Sr. Amauri do Amaral Botega, Diretor Administrativo do 47º Grupo Escoteiro Tupanciguara decidiu aceitar o convite para uma visita à Sede e também fazer parte do Escotismo.       
     Meu pai não só aceito o convite, fez sua promessa e colocou seus dois filhos como integrantes do movimento "eu primeiro e alguns meses depois minha irmã como bandeirante."      
      Recordo-me que tinha 11 anos, na época o 47º Grupo Escoteiro Tupanciguara iniciava naquele ano sua ascensão. Graças ao empenho da Diretoria às Tropas Senior, Escoteira e Alcatéia atingiram sua plenitude com patrulhas e matilhas completas com chefias competentes. Por três anos consecutivos trouxeram trofeus dos Ajuris Distritais de Jaguari, Santa Maria e Cacequi, este último conquistando 1º e 2º lugares em todos os ramos que participou..       
       Muitos anos se passaram e as lembranças jamais se foram.     
     Após passar pelo ramo Senior deixei o movimento escoteiro escotismo para então dedicar-me à carreira militar. Durante meus 09 anos de experiência militar a lembrança e o desejo de retorno era muito forte, pois a sabedoria adquirida quando escoteiro foi fundamental para ter avançado tanto.        
       Meu lenço da Tupanciguara sempre ficou guardado com carinho junto ao meu uniforme franzinho.     
      Por força e ironia do destino, foi meu filho Leonardo quem me trouxe de volta; me convenceu a participar de uma reunião de pais com finalidade de abrir e estruturar um Grupo de Escoteiros na Escola em que ele estuda.
 
    Fui a tal reunião onde lá encontrei o então Comissário Distrital Carlos Gaida usando um lenço marrom, lenço esse familiar, mas não lembrava onde o tinha visto.     

      Quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi abrir a gaveta e procurar meu uniforme, quando encontrei meu lenço, lembrei da minha promessa, de todos os colegas da minha época e do imenso valor que aquele lenço possuia.     
      Aceitei sem exitar a tarefa de colaborar para a abertura do Grupo que se formava.      
       Mais tarde recebi a tarefa de criar a identidade do Grupo: Brasão, Bandeira e Lenço os quais nunca esqueci, bem como as cores do lenço do 47º Grupo Escoteiro Tupanciguara. Se casual ou não, o fato do Comissário Distrital que tanto ajudou a fundar o 68º GRUPO ESCOTEIRO IMEMBUÍ ser da Tupanciguara e eu ter sido do mesmo grupo por tanto tempo.            Resolvi fazer uma homenagem ao nosso Padrinho 47º Grupo Escoteiro Tupanciguara, utilizei a cor do seu lenço como base levando conosco a continuidade de sua grandiosa história.
       Após escolha da base para o lenço, li varias vezes a Lenda de "Imembuí" e lembrando o Fogo de Conselho fiz um Cocar em formato circular representando a união das tribos Tapes, Minuanos e Charruas descendentes e fundadores de Santa Maria; tendo ao centro o Emblema da UEB e ao fundo uma pioneria representando o espírito desbravador, inovador, as descobertas, e as conquistas que viram pela frente na vidas dos futuros integrantes do 68º GRUPO ESCOTEIRO IMEMBUÍ.
Um grande abraço do Chefe Milton!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Lenda

      O Major Cezimbra Jacques, que nasceu em Santa Maria, foi quem deu desenvolvimento a esta lenda, que também foi acolhida por João Belém:
Índios minuanos, seduzidos pela beleza e delícias do local, vieram acampar em uma região que chamaram de Iguitorí, "terra da alegria", em campos onde fica a atual cidade de Santa Maria.
     O cacique da tribo era o valente Japacani, "águia", que possuía como esposa a bela Ibotiquintã, "botão em flor". O casal teve uma criança: Imembuí, "filha da água", assim chamada porque nasceu às margens de um arroio, onde a linda mulher do chefe indígena fora tomara banho.
     Mais bonita que a própria mãe, Imembuí cresceu sendo adorada por toda a tribo.
     Passado algum tempo, Japacani, convocado, viajou para encontrar-se com Taguatoberá, "gavião dourado", respeitado e poderoso cacique da nação minuano, que morava, com seu povo, nas fraldas da Serra de Aceguá, em Bagé, a caminho dos campos do Uruguai.
    Terminado o "Monohonga", a Assembléia dos Povos Indígenas, Japacani que viera na companhia da mulher e da filha, regressa para cumprir a missão que lhe coubera, pois as tribos preparavam-se para a guerra contra os bandeirantes.
     A tarefa que lhe foi distribuída, consistia em atrair para a causa da união das tribos, o cacique Ibitiruçu, Serraria, dos Tapes, que não se submetera aos padres da Companhia de Jesus.
     Obtida a aliança dos tapes, minuanos e charruas, passaram-se a exercitar na arte da defesa, sob o mando de Icupuiaiara, "senhor das boleadeiras".
     Mas, no decorrer de tantas caminhadas e reuniões, Imembuí veio a conhecer Acangatu, "boa inteligência", jovem tape, filho de uma irmã do cacique Ibitiruçu de nome Puicaça Poranga, "pomba formosa".
     A paixão do jovem tornou-se uma obsessão, entretanto, a bela Imembuí, embora muito amiga, o tratava como irmão, "che quibui".
     Festejavam os índios os bons fados que os deixavam unidos, quando os paulistas que vinham da Colônia do Sacramento, atraídos pelas fogueiras, danças e ritos, caíram sobre os indígenas.
     Os nativos, mais numerosos e aguerridos, derrotaram os bandeirantes e dos prisioneiros que iam ser levados à morte encontrava-se um jovem branco muito atraente, que imediatamente foi chamado pelas índias de Angaturã, "o belo".
     Não demorou para que Imembuí e Angaturã se apaixonassem perdidamente. A índia então, teve a coragem de pedir a seu pai que concedesse ao bandeirante a liberdade.
     Reuniu-se a Assembléia dos Guerreiros, e estes, porque tinham muita amizade por Imembuí, concederam a satisfação de seu pedido, sob a condição de que Rodrigo (este era seu verdadeiro nome) deveria acompanhar a tribo. Os jovens, em seguida, casaram-se.
     Acangatu, coitado, quase morreu de paixão, mas como era um homem de bom coração e ainda, vendo que nada mais poderia fazer para conquistar o coração de sua amada, desapareceu dos olhos de todos, embrenhando-se na mata, para nunca mais voltar.
     O jovem branco, "Morotin", para os índios, foi muito feliz com sua jovem esposa e t rabalhou muito para o engrandecimento da tribo. Ele viajou, realizou bons negócios, comprou, trocou e melhorou as condições econômicas dos índios aos quais pertencia sua mulher.
     Passaram-se muitos anos, outra vez, e eis que um dos filhos já de dezoito anos, perdera-se, à noite, dentro da mata, onde foi achado pelo irmão de criação de sua mãe, justamente no momento que um tigre avançava sobre o rapaz.
     Voltaram então, o jovem com Acangatu para junto de Imembuí e Morotin.
     E foi assim, que todos viveram como bons amigos, até morrerem de velhos...
     E aqui acaba a história de Imembuí, "símbolo de graça", que foi aquela que reuniu em torno de si àqueles que primeiro povoaram Santa Maria.